A gente demora pra aceitar, arruma novecentas desculpas para a falta de jeito do outro. Ah, ele é confuso. Ah, ele está tenso. Ah, ele tem medo. Ah, ele é maluco. Ah, ele isso. Ah, ele aquilo. Desculpa, mas quem quer estar junto pensa ah, que saudade. Ah, que falta ela me faz. Quem gosta, gosta. Sem complicações. Sem armações e armaduras.

Clarissa Corrêa. (via auroriar)

Não se concentre tanto nas minhas variações de humor, apenas insista em mim. Se eu calar, me encha de palavras, me faça querer dizer outra e outra vez sobre você, sobre nós, e todo esse amor. Se eu chorar, não me faça muitas perguntas, não precisa nem secar minhas lágrimas. Só me diz que você continuará comigo pra tudo, que tenho teu colo e teu carinho. E ainda que te doa me ver assim, me envolva nos teus braços e diga que eu posso chorar, mas que você não sairá dali enquanto eu não sorrir. Porque é isso que nos importa, não é? O sorriso um do outro.

Caio Fernando Abreu. (via auroriar)

Não se preocupa. As coisas são assim mesmo, uma hora dá certo e a outra não. Mas do nada a felicidade chega e você até esquece que já deu errado um dia, é só ter paciência e fé.

Engelberg. (via auroriar)

Tem coisa que eu deixo passar. Não vale a pena. Tem gente que não vale a dor de cabeça. Tem coisa que não vale uma gastrite nervosa. Entende isso? Não vale. Não vale dor alguma, sacrifício nenhum.

Cazuza. (via auroriar)

Aqui estávamos deitados na grama, olhando para as nuvens e brincando com a nossa imaginação ingênua de criança. Era um amor puro, transparente e verdadeiro. Todas as vezes em que ela me abraçava, aquele perfume ficava grudado em mim. Era tão doce quanto mel e tão bom quanto um beijo. Eu não pensava em mais nada além de fazê-la feliz ao meu lado. Mas os ventos sopraram forte e carregaram minha flor para bem longe, logo na primeira oportunidade. E, então, eu fiquei solitário, sem rumo, passando a frequentar todos os dias o último lugar em que estivemos juntos, sempre com a esperança de que ela voltaria sorrindo pra mim. Foi em 1985.

Lucas Guerrero. 

É tão fácil se deixar ir, fingir que nem está vendo… Virar vento, virar a esquina… Ir. Até o dia em que a gente acorda e percebe que o mundo inteiro reparou naquilo que deixamos ir. O valor que não demos, está por aí. É como a vida que não vivemos bem: perde-se. Percebemos que deixamos de perceber, e é exatamente por isso que eu te imploro: vamos assistir um filme bobo qualquer dia desses? Só para nos percebermos… Só para não deixarmos ir.

Camila Costa.

A falta descrita nos meus textos nunca é sobre um alguém específico. É sobre o desconhecido, o inexplorado. É sobre a minha metade da laranja que ainda não provei. Minha escrita é de alguém solteiro, de pouca idade e que sabe pouco sobre a vida e quase nada sobre o amor. E que falta um amor me faz. Acho que é sobre isso que os meus textos falam, a falta de um alguém pra amar.

Querido John